"The Alchemy of a changing life is the only truth"
(Rumi)

"A magia é um acto transformador e a verdadeira transformação tem lugar bem fundo nas nossas raízes."

(Teresa Moorey "A Sabedoria das Árvores")

"Desapareça o que é velho, a putrefacção e o bolor desta massa informe: venha, pois, a eterna vastidão de um espírito liberto, um ser tão livre que projecta a imagem da eterna esperança na mais pequena gota de orvalho pousada no cálice de uma flor."
(Shakespeare)

July 04, 2009

Floral de Girassol (Helianthus Annuus)














Função: Integra as polaridades masculina e feminina num sentido equilibrado do Eu, reflectindo uma personalidade que sabe apreciar os opostos polares, tanto do universo como em si própria. Particularmente bom para distúrbios não resolvidos da relação com o pai e figuras da autoridade. Útil para sentimentos de desadequação, auto-anulação e falta de auto-estima, permitindo ultrapassar estes bloqueios e obstáculos. Ajuda a exprimir a nossa individualidade de modo generoso e dissolve as fortalezas no nosso interior permitindo-nos estar abertos a um despertar. Faz nos acreditar na nossa intuição e que temos o poder de actuar de acordo com ela. Também serve para o excesso de fogo, segundo os princípios da Medicina Tradicional Chinesa. Está ligado ao plexo solar (ver "Chackras"), e a Marte (ver "Características Planetárias"). Corresponde à carta do Tarot "O Carro" e também à "Torre" (a queda da pedra angular).

Ler relato de Margarida Filipe na coluna à esquerda em baixo.

Afirmação: “O sentido verdadeiro do que sou cresce à medida que o poder e a humildade se unem no meu interior.”

Palavras-chave: Auto estima sem orgulho nem arrogância, segurança
Desafio: Descobrir uma auto-estima radiante e a generosidade da energia masculina. Expressão radiante do Ser. Transcender o eu inferior para atingir o "Eu Sol", o sol que emana do nosso interior.

Uma estória:

Havia, num tempo de outros tempos, um homem-cavaleiro chamado Zarambel. Ele tinha algo que o distinguia de todos os demais cavaleiros: uma espada mais forte e um peito enorme como o de um leão. Mas ...como todos os leões, tinha também um grande defeito: a soberba...uma soberba tão grande que podia levantar 10 vulcões activos mas também cair com uma simples humilhação. Zarambel deslocava-se sempre na companhia do seu fiel Jeremias, um cavalo de crina tão elegante como a cabeleira das damas da corte. Jeremias sabia, apesar de ser um bicho, o peso que era transportar um leão ás costas...a responsabilidade que era não o deixar cair e mantê-lo sempre no seu porte altivo...no seu pedestal! galopando certo dia numa charneca, Zarambel viu ao longe um bosque atravessado por um rio. A sede e o calor não davam tréguas e o nosso cavaleiro decide acelerar o passo. Mas de cada vez que parece estar quase a chegar, o bosque parece cada vez mais longe. E Zarambel galopava, galopava e o bosque andava, andava. Quatro, cinco, seis vezes...até que cansado e sedento o cavaleiro e o seu cavalo pararam ambos, besta e seu dono, concordando ambos que algo ali havia que não era natural. olhando então com outros olhos viram um brilho estranho que distinguia o bosque do céu quase negro da noite. olhando-se entre si pensaram e compreenderam-se nesse pensar, dentro do modo que é possível um bicho e um ser humano compreender-se, de que aquilo era obra de magia, de fadas ou de outros seres que tais. Pensado isto, eis senão quando surge nos ares a imagem de uma mulher de roupas e cabelos esvoaçantes, bela e ao mesmo tempo ameaçadora, que olhando fixamente o homem disse: "este é o bosque onde guardei o meu tesouro, parte pois não és digno de nele entrar e de receber o que de mais valioso tenho. Volta por onde vieste!" Zarambel não podia acreditar no que os seus olhos viam e no que os seus ouvidos escutavam, de tal modo que já nem sabia se eram os olhos a ouvir e os ouvidos a ver! Não se tratava da bela donzela esvoaçante mas de que aquele ser o insultasse ao desafiá-lo como não sendo capaz de conquistar o seu tesouro! Isto é que não, ela ia ver aquilo de que era capaz, oh se ia! Zarambel, o ilustre cavaleiro da espada de fogo não ser capaz de algo?! Não, tal era-lhe intolerável. Lançou-se indomável contra o bosque sem pensar duas vezes- na verdade nem uma pensou!- e de tal modo foi rápido que lhe faltou a montadura debaixo do rabo e caiu estatelado com o nariz espetado na terra entre raízes de rosmaninho. Ainda mais indignado e peito aberto no ar, agarrou as rédeas de Jeremias com o seu ar mais composto e foi caminhando voluntarioso. A aparição tinha entretanto desaparecido num puff mágico, provávelmente para rir às escondidas no mundo das fadas; mas tudo isso passou desapercebido ao nosso herói já cego de raiva, que seguiu em frente. No entanto, cada passo que dava e o chão ia desaparecendo em grandes rochas tremblosas. Zarambel ia saltando e agarrando-se ao que podia e como podia, tal como Jeremias, que ia dando relinchos de susto e desespero enquanto à sua volta se desfazia a terra firme. Valente como mil homens, este cavaleiro nada podia contra a natureza alterada e, desgarrado da sua segurança em relação à realidade visível, deixa-se cair no abismo agarrado ao fiel cavalo. E assim desapareceu para sempre o ilustre cavaleiro Zarambel... FIM

"Uma série de armadilhas se oferece ao peregrino em Busca do Tesouro, e cada uma destas armadilhas é dupla: pára a sua caminhada, colocando-lhe um enigma antes de lhe dar o abre-te, Sésamo! Mas, às vezes, certos enigmas não são enigmas senão na aparência, e a Sabedoria Vigilante do Yoguin é a de se aperceber disso a tempo e despedir o enigma sem procurar resolvê-lo. Da sua atitude neste acto dependerá somente a reacção do Guardião deste Limiar. Meditai sobre este exemplo. Ele permitir-vos-á em inúmeras situações da vossa existência não gastar inutilmente a vossa energia e não perder a cabeça a rectificar o mundo, nem que seja o que se convencionou chamar o mundo espiritual, que não é muitas vezes mais do que o mundo psíquico que vos vela a Essência do Céu. (...)Toma como base esta sabedoria, mas serve-te dela como trampolim. Uma outra parte de ti quer e é o fogo que tudo abrasa." (Emmanuel-yves Monin, "O Breviário do Cavaleiro, Zéfiro (Pp.61-63)"

En Espanol

Función: El GIRASOL sirve para la integración de las polaridades masculina y feminina en un sentido equilibrado del Yo, revellando una personalidad que sabe apreciar los opuestos polares en si misma y en el universo. Sirve para sentimientos de no adecuación, auto-anulación y falta de autoestima, permitindo ultrapasar estes bloqueos y obstaculos, dando radiancia y generosidad. Ayuda a exprimir nuestra individualidad de modo generoso y disolve las fortalezas en nuestro interior permitindo nos estar abiertos a un despertar. Particularmente bueno para distúrbios no resueltos en la relación con el padre y figuras de autoridad. Nos hace acreditar en nuestra intuicion y que tenemos el poder de actuar de acuerdo con ella. Tambien sirve para el exceso de fuego segun los principios de la medicina Tradicional China. Ligado al Plexo Solar, (ver "Chackras"), y a Marte (leer "Características Planetárias"). La carta del tarot asociada es La Torre o la Caida de la piedra angular.
Afirmación: “El sentido verdadero de lo que soy crece a medida que el poder y la humildad se unen en mi interior.”
Palabras-clave: Autoestima sin orgullo ni arrogancia, seguridad, valor

Modo de utilizacion: Agitar y tomar 5 gotas en ayunas bajo la lengua o en un poco de agua. Se puede repetir cuantas veces sea necesario durante el resto del dia.

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