"The Alchemy of a changing life is the only truth"
(Rumi)

"A magia é um acto transformador e a verdadeira transformação tem lugar bem fundo nas nossas raízes."

(Teresa Moorey "A Sabedoria das Árvores")

"Desapareça o que é velho, a putrefacção e o bolor desta massa informe: venha, pois, a eterna vastidão de um espírito liberto, um ser tão livre que projecta a imagem da eterna esperança na mais pequena gota de orvalho pousada no cálice de uma flor."
(Shakespeare)

December 20, 2015

Teixo (Taxus Baccata)- Porta do Renascimento







“The Yew was once regarded by the indigenous and pre-Celtic shaman-healers (original Druids) as a great source of occult experiential knowledge holding the keys to an ancient language of healing and rejuvenation.”
(Michael Dunning- Yewshamanism)

Existe uma noite do ano em que os véus entre o mundo visível e invisível se esbatem, permitindo que os planos se abram e comuniquem, mas o Teixo é um portal permanente para o mundo onde os nossos ancestrais se reúnem e dançam, uma passagem para o mundo subterrâneo segundo o xamanismo.
Este elixir contém a energia de 7 teixos do jardim da Fonte vermelha (que se diz representar o sangue dos antepassados), em Glastonbury (antiga terra de Avalon). A sintonização foi efectuada no Samahin, em dia de Saturno, em lua nova.
Considerada como sendo a mais antiga árvore da Europa, pode atingir milhares de anos de idade e 3 metros de diâmetro. É a árvore mais longeva da Europa, cresce muito lentamente mas cria um sistema complexo de raízes. A sua casca, resina vermelha, raízes, folhas, e sementes são altamente tóxicas, representando por isso os poderes de vida e morte, de toxicidade e regeneração. Era por essa razão muito plantado em cemitérios no norte da Europa e associado a Yggdrasil, a árvore do mundo da mitologia germânica.
Este elixir ajuda no deslocamento entre esses vários níveis da realidade, através de técnicas xamânicas, projecção astral ou desdobramento, constituindo uma porta de encontro com aqueles que nos guiam e suportam a partir de um outro plano.


 O Teixo existe para nos recordar de que existem outros níveis de existência neste mundo material. Ao compreendermos a natureza ilusória da vida que criámos para nós mesmos, podemos viver a nossa vida mais conscientemente. Muitas vezes a morte traz um sentimento de perda, mas o teixo ensina a ver a morte como transformação e nunca um fim. É uma árvore de cura fundamental pois ajuda a superar o medo de morrer. Pode ser a morte física, a morte do nosso velho ser ou de um antigo modo de vida. Cada morte é um novo início e por vezes é preciso que algo morra para que o novo possa surgir: o renascimento requer sempre ver para além das nossas limitações.
Ajuda-nos também a ver através da nossa própria sombra, tendo a coragem para enfrentar aquilo que mais tememos, permitindo-nos ser outra vez livres, deixando ir velhos pesos e liberando-nos de tudo o que nos impede de evoluir, transformar, expandir, regenerar e RENASCER.



Como elixir de Saturno e do elemento TERRA, melhora a capacidade de disciplina, força de vontade e o poder de concentração e visualização para alcançar um objectivo evitando a dispersão: a “flecha” da intenção que atinge o alvo. Está de facto associado à runa YR (a 13ª runa, a do arqueiro), pois os Teixos serviam para fazer arcos e lanças que simbolizam a habilidade criativa do homem na defesa contra as agressões externas e na descoberta de coisas ou lugares especiais (uso geomântico). Associado ainda a EIHWAZ, força evolutiva que permite transcender os limites e expandir a consciência.
Protege ainda contra influências negativas externas de pessoas, lugares, objectos ou outros seres, reforçando as defesas psíquicas e astrais.
Palavras-chave: Perseverança, tenacidade, morte e renascimento, conhecimento superior.


©Sofia Ferreira


January 28, 2015

Nenúfar Branco Maia (Nymphaea Ampla)


Na zona Maia mexicana existe uma lagoa que parece que desceu directamente do céu e, de facto, nasceu há milhares de anos após a queda de um enorme meteorito. Aí se encontram algumas das mais antigas formas de vida ainda hoje existentes no planeta: os estromatólitos. Dos seus fundos lodosos com cheiro a enxofre saem estas flores, que pertencem à mesma família do sagrado Lotus.

O seu nome em Maia (Nikte’há) quer dizer “vulva da água” pois, tal como o Lótus na cultura chinesa, está conectado com uma forma idealizada do aparelho genital feminino e por isso é um arquétipo de fonte de vida. Em espanhol é chamado por sua vez “sol de agua”, o que vai de encontro à sua simbologia no antigo Egipto, em que representava o deus máximo e o seu poder intelectual. Esta flor era muito utilizada pelos maias como aditivo à bebida Balché que era utilizada em cerimónias religiosas e rituais xamânicos pelas suas qualidades inebriantes e narcóticas. Na Índia é símbolo de esclarecimento espiritual e é usado ainda hoje em cerimónias de cura. O seu longo caule representa o cordão umbilical que conecta o homem às suas raízes e ao mundo material, acima do qual ele se deve elevar, tal como esta flor que repousa tranquilamente na superfície da água.





A sua essência é uma ajuda à meditação pois acalma a mente e melhora a concentração e o relaxamento. Alinha e equilibra os chackras, activando em particular o da coroa, e fortalecendo a aura em geral. É um tónico para todo o organismo e activa todas as formas de cura, sendo muito bom para terapeutas pois reenergiza. A sua essência actua como um tónico sobre os sistemas de energia subtis dos corpos activando a energia que passa na membrana externa da espinal medula e o fluxo nervoso, o que fortalece a vitalidade e a capacidade de nos libertarmos gentilmente de emoções negativas e ajuda em caso de ansiedade e outras questões nervosas.
Ajuda quando somos incapazes de ver a nossa própria perfeição e o vasto potencial da Vida, abrindo-nos para as ilimitadas possibilidades de expressão neste mundo.
Actua como um activador a todas as outras essências pois oferece uma vibração mais elevada do que qualquer outra flor e promove o renascimento espiritual pois liberta ainda uma quantidade de energia natural poderosa no corpo que pode apoiar o processo transformacional da morte e da morte fisiológica. Neste ultimo caso aconselha-se colocar umas gotas directamente no chackra da coroa para facilitar o espírito a sair do corpo e a poder cumprir o seu potencial mais elevado no reino do espírito. 
Afirmação: “Atinjo um estado de bem-estar físico, emocional e espiritual soberbo"

Palavras-chave: juventude, equilíbrio, corpo como veículo sagrado que transmuta a matéria em espírito, energia, exaltação espiritual, transição, transcendência do tempo linear. 

Arquétipo:Ninfa das águas e fontes (de onde vem o seu nome em latim), que nos inspiram a imaginação e unem as camadas profundas do inconsciente com aspirações mais elevadas ao oferecer-nos as purificadoras águas da alma onde um baptismo espiritual pode ocorrer.

Carta do Tarot: Ás de Copas- Imagem de uma superfície de água coberta de nenúfares acima da qual uma mão segura a taça do Santo Graal da qual jorram quatro fontes e, acima dela, surge a pomba do Espírito Santo. Representa a casa do verdadeiro coração, alegria, contentamento e abundância que desce do alto.



©Sofia Ferreira