"The Alchemy of a changing life is the only truth"
(Rumi)

"A magia é um acto transformador e a verdadeira transformação tem lugar bem fundo nas nossas raízes."

(Teresa Moorey "A Sabedoria das Árvores")

"Desapareça o que é velho, a putrefacção e o bolor desta massa informe: venha, pois, a eterna vastidão de um espírito liberto, um ser tão livre que projecta a imagem da eterna esperança na mais pequena gota de orvalho pousada no cálice de uma flor."
(Shakespeare)

March 28, 2016

Castanheiro (Castanea Sativa)- Amor Fraternal





“O chestnut tree, great rooted blossomer,
Are you the leaf, the blossom or the fruit?
O body swayed to music, o brightening glance,
How can we know the dancer from the dance?”
W. B. Yeats 

Sintonizado a 28 de Dezembro, dia de Agappe (do grego para “amor fraternal”), simbolizado por um banquete de confraternização, a refeição que os cristãos dos primeiros séculos faziam em comum. A captação foi realizada num bosque de castanheiros centenários num vale galego isolado através do método de solarização com um belo geode de ametista.

Este cristal transmuta energias negativas em amor, conduz a estados de consciência mais elevados, cria altruísmo e harmoniza as energias das pessoas que estejam num mesmo espaço. A Ametista facilita ainda a tomada de decisões pois torna-nos mais focados e em controle das nossas faculdades, colocando os insights em acções, algo que o sol estando no signo de Capricórnio aquando da captação potencializa. Ajuda portanto a estabelecer objectivos realistas e é o início da acção social potenciado por esta árvore estar alquimicamente sob a influência do planeta Júpiter, de quem -na mitologia grega-, Artemisa ao fugir se transformou em castanheiro. Daí os gregos chamarem às castanhas dios balanos : "bolotas de Júpiter".

Neste dia, ao caminhar em direcção ao castanheiro com que já tinha estabelecido relação, dois cavalos brancos bloqueavam o carreiro que a ele me conduzia. Fizeram-me lembrar o unicórnio com que sonhara havia muitos anos atrás, precisamente depois de começar a estudar Alquimia, que me conduzia através de uma ponte de pedra a um Agappe com amigos, presidido pelo meu mestre alquimista. Quando coloquei o cristal com a água na base do castanheiro, levantei os olhos e vi o sol a surgir precisamente por detrás da montanha chegando os seus raios em linha recta pelo bosque invernal. Sorri interiormente pelas permanentes sincronias e fui meditar.

Vi danças e alegria numa festa antiga em que corria o hidromel e a mensagem de “carpe diem” surgiu-me claramente: aproveita a vida pois ela é breve! Vi depois um ser de idade avançada, do tamanho de um ser humano pequeno, quase despido, magro, com barba e ar de eremita com o seu bastão, mas ágil e jovial e que me falou sobre a qualidade da eterna juventude: algo que vinha a propósito pois este era o dia em que cumpria os meus 40 anos de vida. Ao escutá-lo disse que devíamos viver a vida em permanente celebração da maravilha e do mistério de estarmos vivos. De facto, na tradição druídica havia razões para celebrar a cada 6 semanas e a comunidade reencontrava a harmonia ao festejar a abundância, sendo que esta é uma árvore altamente produtiva e por isso considerada por muitos povos como símbolo de perenidade e fartura, amparo da fome e abrigo aconchegado, centro de convívio nos dias de Inverno. Este era o entendimento das leis dos rituais e das cerimónias, da cooperação que quebra o nosso isolamento e acima de tudo o reconhecimento interior da nossa ligação a toda a comunidade da Natureza.
Foi um vento forte, que levantou numa dança as folhas castanhas que atapetavam o chão, que me mostrou que o processo estava terminado. Quando regressava a casa a chuva caiu tempestuosamente até ao fim do dia e agradeci aos elementos as bênçãos que me continuamente me davam.

Simboliza novos níveis de consciência e a transformação numa nova vida da qual somos mestres. Tem a ver com quebrar velhos padrões mostrando que é possível restaurar a doçura na nossa vida, a esperança e a força. Representa a partilha, existe inclusive uma historia que justifica o facto dos ouriços terem três castanhas porque uma é para quem o encontra, outra é para o seu vizinho e a terceira fica para Deus. O poder nutricional do seu fruto dá-nos a força necessária para descobrir o mel que se esconde na árvore da vida. Devemos realizar aquilo que nos dá mais alegria, tudo o mais é abnegação e rejeição.

Afirmação: “Estou segur@ e inserid@ no meu papel no mundo”


© Sofia Ferreira

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