"The Alchemy of a changing life is the only truth"
(Rumi)

"A magia é um acto transformador e a verdadeira transformação tem lugar bem fundo nas nossas raízes."

(Teresa Moorey "A Sabedoria das Árvores")

"Desapareça o que é velho, a putrefacção e o bolor desta massa informe: venha, pois, a eterna vastidão de um espírito liberto, um ser tão livre que projecta a imagem da eterna esperança na mais pequena gota de orvalho pousada no cálice de uma flor."
(Shakespeare)

June 23, 2019

Elixir Vibracional de Sequóia (Sequoia Sempervivens)- Anciã da Floresta


A família das Sequóias conta-se entre as mais antigas da Terra, podendo estes monumentais seres atingir os 2000 anos. Possuem um rápido crescimento que as conduz a grandes dimensões quer em altura quer em largura.  São também as maiores sequestradoras de CO2 do mundo vegetal, tendo um papel crucial na redução do efeito de estufa e do aquecimento global. Toda esta família possui grande resistência aos fogos, fungos e insectos e enorme capacidade de regeneração, daí a sua longevidade. Apesar de todas estas características que a tornam excepcional, interesses pouco sagrados levam a que espécimes antiquíssimas continuem a ser cortadas, como sucedeu em Setembro de 2019 numa quinta privada em Sintra a uma árvore com cerca de 1320 anos.




Tal como o nome em latim desta espécie de Sequóias indica, são árvores de folha sempre verde, mostrando vigorosamente a sua viriditas (ver nota), que honra as quatro estações. Pensa-se que as Redwoods são o resultado da hibridação entre duas linhagens ancestrais -uma delas a Metasequoia-, e obtiveram o seu nome devido à suave casca avermelhada que as distingue.


Na estrada de Big Sur, a caminho de S. Francisco (California), foi a primeira vez que vi estes majestosos seres numa mágica viagem de carro pela Pacific Coast Highway  quando tinha cerca de 25 anos. Quase 20 anos depois, numa passagem pelo Gerês, senti a necessidade de me sintonizar conscientemente com esta árvore. Foi preciso esperar ainda um ano até esse processo se tornar possível, coincidindo com a passagem para outra dimensão da avó com quem havia crescido e em casa de quem havia iniciado o processo dos elixires. Nesta transição senti como a anciã da floresta derramou um amor sem tempo que me deu força. Mostrou-me, através da experiência universal dos relacionamentos que se prolongam ao longo de muitas vidas, que não existe principio nem fim e que o Infinito é a verdade maior.




Claramente os meus encontros com as sequóias foram sempre a caminho de algo, reforçando a sua simbologia relativa à viagem humana na Terra e das forças verdadeiras que a sustêm. Durante esta viagem em particular, quatro águias em pausa de observação  mostraram-me  a necessidade de parar para obter uma melhor perspectiva da vida, não observando apenas os detalhes mas também a visão geral para melhor conduzir o meu caminho. 

Quando cheguei às Sequóias, um corvo-esse guardião dos conhecimentos ancestrais-,veio dizer (literalmente), "Olá!”. E na viagem de regresso, lá estava ele outra vez profetizando um momento de transformação em que atravessaria novas esferas de compreensão, deixando morrer o que é preciso deixar ir para uma nova fase de renascimento .




Outra coisa que se repetiu quer na viagem de ida quer no regresso um mês depois, foi o motor da carrinha começar a deitar muito fumo cinzento do motor  sempre quando chegávamos às sequóias. Mais estranho ainda foi o facto de, apesar de tudo indicar que não iria andar mais, magicamente (inexplicavelmente), isso não sucedeu! Talvez traduzindo a necessidade de reavaliar o motor da minha vida e deixar ir uma relação para poder crescer a outras alturas.

No retorno, logo a seguir à despedida das Sequóias, houve um último encontro maravilhoso com três cavalos selvagens que se aproximaram e receberam carícias em retorno. Depois disso senti que nada mais me poderia surpreender e que aquele era o culminar das mensagens: a liberdade completa no aqui e no agora.



Maiara (desgrenhada :), e os cavalos selvagens!

O elixir de Sequóia mostra-nos que, apesar de muitas vezes restringimos o nosso crescimento evolutivo, o tempo pede-nos maturidade para enfrentar os desafios mudando a perspectiva sobre os acontecimentos do Passado para uma visão mais alargada, actuando na altura certa com coragem para podermos alcançar os nossos objectivos. Ela ajuda a elevar-nos das nossas preocupações como uma sábia anciã que conforta e nos conduz a um olhar mais alargado e intemporal.

A integração destas mensagens, o tempo entre a sintonização directa da energia da Sequóia no Gerês e a escrita destas palavras, foi marcado pela morte das minhas duas avós, com um ano de diferença, mas convergiu também com a morte de outra relação profunda que se prolongava no tempo e inclusive de uma certa visão sobre a Humanidade que caiu por terra após uma ida à Amazónia equatoriana da qual tinha regressado uma semana antes. 



A morte de algo conduz inevitavelmente ao nascimento e abertura de novos caminhos, e o culminar destes acontecimentos pessoais foram os acontecimentos mundiais que atravessamos desde 2020: a Humanidade em massa é levada a abrir os olhos para perspectivas  mais alargadas, num chamamento para seguirmos a nossa visão e o grande crescimento que nos espera a seu tempo, de modo mais enraizado e verdadeiro.  

Por isso senti durante algum tempo o chamamento para conduzir outros seres à experiência de corte de ligações kármicas através de uma cerimonia com as Sequóias: a intenção é de aliviar a “bagagem” desnecessária numa fase em que as nossas energias se devem dirigir para desafios maiores.

 

Palavras- chave: Impulso de crescimento sustentado pela força ancestral (unindo o céu com a terra), longevidade, regeneração celular, energia vital, equilíbrio, estabilidade, firmeza, sucesso

Planeta Associado: Saturno (Chackra Raíz)

 

Notas

Viriditas: Termo muito utilizado por Hildegard von Bingen para significar as qualidades de vitalidade, verdura, fecundidade: a força intrínseca do ser humano para crescer e curar-se de acordo com a divina essência que temos dentro e que nos conduz, se a deixarmos... 

Sobre os corvídeos: As suas qualidades de adaptabilidade a tentar comunicar são bem conhecidas; ou não fossem das espécies mais inteligentes e com maior capacidade de resolução de problemas. Diz-se também trazerem mensagens dos ancestrais e terem uma grande capacidade de ver o que está escondido (ler informação sobre Elixir de Aveleira)


Testemunho:

"O que sinto com este elixir é que me conecto mais fortemente com as minhas sensações internas, quer sejam pequenas quer não. Estou sem dúvida mais enraizada! A Sequoia ainda assim dá-me uma sensação de suavidade que me abraça."

Velianna Kasheva (Bulgaria)




Pintura feita pela Velianna em sua casa depois da viagem em Portugal onde nos conhecemos


Informação em inglês:
https://www.instagram.com/p/CktNSKFIF63/







Elixir Vibracional de Salgueiro (Salix Nigra)




Em breve segue a informação...

Elixir Vibracional de Azevinho (Ilex Aquifólium)



Em breve segue a informação...

Cedro Amazónico (Cedrella Odorata)


Em breve segue a informação...

Floral de Cacau Selvagem (Herrania Pulchérrima)- Verdadeira Nutrição


Esta essência vibracional foi canalizada na Amazónia do Equador em Novembro de 2018, quando levei a minha filha (na altura quase com 6 anos), a conhecer a Reserva da Biosfera de Yasuni, onde um dos afluentes do Amazonas, o rio Tiputini, flui como uma gigantesca anaconda.

Também chamado localmente de cacao del monte ou Bowinka pelos Waorani  -a população nativa cujo nome quer dizer “verdadeiros homens”-, este é o cacau original, aquele que deu origem aos espécies cultivados, cujas sementes por sua vez foram levadas como moeda desde a Amazónia até à América Central, nomeadamente o México onde, na corte do imperador azteca Montezuma, nasceu o Xocolatl. A polpa do seu fruto era consumida pelos Waorani, mas hoje com as grandes produções de cacau e a substituição dos hábitos alimentares tradicionais locais, foi esquecido e substituído pelos doces com que o governo e empresas petrolíferas procuram viciá-los para mais facilmente os enganar e lhes comprar as terras.



Tepa e outra Waorani a tecerem chanbira

Esta árvore de pequeno porte cresce até 2/3 metros de altura e as suas vistosas flores nascem no  tronco recto em vários tons que sobressaem no meio do verde.  Possui 5 pétalas-número venusiano por excelência-, que recordam estrelas com compridas pontas a cair dos seus braços. Segundo Gabriel Mariano, líder da comunidade  kichwa local, diz-se que tem um espírito feminino como “dueño” que limpa e nutre, além de afastar as cobras.  A verdade é que escutei essa voz e, mesmo entrando sozinha no domínio de um jaguar cujas pegadas tínhamos visto dias antes, não senti receio de me afastar um pouco. Ela disse-me que era o momento de passar a uma vida nova e, exactamente 4 anos depois, entendo que se referia a transformar e limpar as cargas ancestrais de falta e necessidade que muitos de nós carregamos na nossa caminhada. Para salientar como a vida pode ser mais leve, uma borboleta de asas cor de rosa translúcidas que nunca tinha visto, passou esvoaçando subtilmente!


Gabriel Mariano antes da nossa viagem de canoa no Tiputini

A voz deste mesmo ser feminino avisou-me em seguida que era necessário sair da selva naquele momento pois outro espírito se aproximava. Voltei no dia seguinte, em dia de Venús, para sintonizar a energia das suas flores- que senti como mãos prontas a abraçar-me-, tendo a sorte de o poder fazer antes das chuvas as fazerem cair. Nessa manhã a família habitual de macacos parahuaco aequatorialis, espécie monogâmica ameaçada de extinção, dava sinal da minha presença; fora isso apenas escutava o som da água a correr e os pingos da humidade.  Ao recolher a sua vibração esteve sempre presente uma rã do género Rhinella Margaritifera, tão escura como a cor das folhas molhadas do chão. 


Pormenor de uma rã em barro para um grande painel  (2021)

O seu mimetismo era tão perfeito que quase lhe coloquei o cristal em cima e ela, em vez de saltar como seria de esperar, limitou-se a fechar os olhos e permanecer completamente imóvel. Esta guardiã que une a terra com as bênçãos da água recordou-me a sensibilidade para a medicina e, quando escrevo estas palavras, é já claro para mim como estes seres-que continuamente aparecem no meu jardim improvisado em Sintra-, estão relacionados com a cura, purificação, a alegria, o sentido táctil, poder criativo.



Reprodução pintada de uma cerâmica com cerimónia de cacau que fizera anos antes no México

O elixir resultante desta experiência ajuda a abrirmo-nos à lei da complementaridade entre tudo o que existe- seja em casal, no trabalho, na gestão da casa, etc-,  e é muito útil quando de alguma maneira nos privamos de alguma necessidade real, muitas vezes colocando os desejos dos outros em primeiro lugar. Ele permite-nos alinhar e estar em contacto com os nossos ritmos e ciclos de corpo e alma e responder-lhes de modo consistente. Quando nos sentimos suportados e cuidados  a nossa capacidade de florescer, avançar na vida e fazer as coisas acontecerem aumenta magicamente!

Palavras-chave: overflowing, abundância, vitalidade, doçura, beleza

Planeta associado: Vénus (Chackra Cardíaco)




Outra cerâmica com o mesmo tema que fiz no atelier de Don Alfredo (Tulum, México)


Testemunho:

“Sinto leveza, paz, confiança de que tudo está certo, que algo aqui dentro de mim está mais limpo mesmo sabendo que o caminho continua e exigirá sempre de mim mais aprofundamento. Sinto mais tranquilidade ao cuidar de mim, ao facto de usufruir mais de pequenas coisas que me preenchem. Acima de tudo sinto-me bem! O elixir é tão intenso mas tão subtil ao mesmo tempo que é preciso estar atento a todas estas mudanças. É preciso consciência, e com ela tem surgido mais amor e gratidão por poder vivenciar tudo isto num momento tão especial como este. Estou a usufruir mais do doce da vida." 

                                                                                                                                (Susana Laranjeiro)

Relato completo :

https://maeyin.pt/gravidez-do-sebastiao/?fbclid=IwAR22CxDhuV-m5ziRQFFiS9-8DMIz0IREHbh2RYTKO7jBZ7aVkYWKaRln5zI

 

  ...


Informação em inglês:
https://www.instagram.com/p/CkqoOA8IFRg/

Elixir Vibracional de Ayahuasca (Banisteriopsis Caapi)

Em breve a informação...

February 10, 2018

Floral de Iris Amarelo (Iris Pseudacorus) – Expressão Criativa




This common body
Like to a vagabond flag upon the stream
Goes to and back, lackeying the varying tide,
To root itself with motion
Shakespeare, Anthony and Cleopatra



Numa manhã de Abril há um ano atrás, as aves e os insectos voavam em grande azáfama enquanto me preparava para ir até ao rio da aldeia da minha avó. Sabia que aí encontraria muitas destas flores -uma observação anual tinha-me mostrado serem as zonas húmidas o seu habitat favorito-, quando… o encontro no nosso jardim! Não me recordava de ter colocado ali nenhum, mas a sincronia certamente queria dizer-me algo e, como levava um frasquinho já com energia destas flores -recolhida à beira de um córrego de uma bonita quinta em Sintra-, aproveitei e fiquei por ali.
O sol estava na altura certa e, quando me sintonizei com aquele modesto Iris (que até parecia meio deslocado), uma brilhante fada amarela de longas asas pontiagudas revelou-se sentada na flor. Silenciosamente foi deixando escorrer para a água que eu levava a sua essência mágica orvalhada, como se de gotas de mel se tratassem, salientando a grande quantidade de néctar que cada flor desta espécie se diz produzir e também um dos seus ápodos: “róscida” (orvalhada). Foi deste modo que a nossa horta e jardim devolvia a criatividade que nela tínhamos investido, após anos e anos de abandono, surpreendendo-me a mim em particular com o florescimento daquela que precisamente buscava.


A Iris Pseudacorus é muito útil na limpeza de águas pois os seus prolíficos rizomas fazem um excelente trabalho de filtrar metais e toxinas, brilhando as solarengas flores acima do lodo. De facto, esta planta resiliente, que mesmo cortada surge com renovada força, possui uma cor tão pura e intensa que levanta o espírito só de ser observada, mas que aliada à harmonia da forma nos recorda que a vida é muito mais do que mera (sobre)vivência. É muito útil quando sentimos que os nossos “pés de barro” nos afundam no mundo material. Este elixir dá confiança e segurança nas nossas habilidades inatas para ser criativos e felizes, sem tensão relativamente ao futuro, devolvendo-nos deste modo vivacidade.

Iris na mitologia grega é a mensageira de asas douradas dos deuses, fazendo a ponte entre estes e os humanos através do arco-íris no qual viaja. Tem sido um símbolo de eloquência e a própria flor parece estar a falar: as suas pétalas inferiores descem em direcção ao chão como que mostrando uma boca aberta mas constituindo na verdade a plataforma perfeita para os insectos polinizadores aterrarem. 


Este elixir ajuda a trazer inspiração quando tudo parece “aborrecido”, dando a habilidade de VER a beleza em tudo o que nos envolve e a expressá-la de modo a que outros a possam também ver mais claramente. Por alguma razão foi, em anatomia, dado o nome de “Iris” à porção colorida do olho que responde à intensidade da luz. A Iris promove em nós a vontade de explorar novas áreas e habilidades sem medos nem reticências, avançando com fé, sabedoria e valor- que se dizia que as suas três pétalas representam, daí ter sido muito utilizada na heráldica. Ajuda-nos portanto a assumir o nosso ilimitado potencial partilhando a nossa capacidade criativa com o mundo, desenvolvendo esses impulsos e potenciais.
A nossa filha, quando tinha  4 anos, ao tomar o elixir, revelou no mesmo dia uma mudança que foi para mim muito clara: deixou de dizer “não” por simples vontade de contradizer e até nos mais pequenos gestos parecia expressar-se criativamente. A sua capacidade de cooperação demarcou-se tanto que me fez meditar no facto de, muitas vezes, um “não” ser apenas uma fuga, um modo de evitarmos encontrar soluções criativas para as questões da vida.
Este elixir possui a força de Júpiter e Vénus e foi sintonizado com o sol em carneiro.

Afirmação: “Abro-me a novos projectos criativos e a outras artes a ser reveladas”

©Sofia Ferreira